MUNDO

Lula arenga a su gente para el domingo: “Sólo el voto del pueblo puede salvar a Brasil”

Lula arenga a su gente para el domingo: “Sólo el voto del pueblo puede salvar a Brasil”
De la Redacción de Contrapoder –

El próximo domingo Brasil tendrá elecciones presidenciales, y el líder petista, Luis Ignacio “Lula” Da Silva, perseguido, encerrado sin pruebas, proscripto y hasta impedido de hablar con los medios llamó a su pueblo, a través de una carta, a tomar la responsabilidad de elegir entre “la civilización y la barbarie”. Lula convocó a apoyar a su candidato, Fernando Haddad frente al fascista Jair Bolsonaro.

El líder del PT tituló a su misiva “Solo el voto del pueblo va a salvar a Brasil”, y fue publicada en el diario Jornal do Brasil. “Mi nombre creció en las encuestas porque el pueblo comprendió que el modelo impuesto por el golpe tiene que ser cambiado. Prohibieron mi candidatura de forma arbitraria para impedir la libre expresión popular”, apuntó Lula y agregó: “Si cerraron las puertas de mi candidatura, abrimos otras con la de Haddad. Es el pueblo el que pone en jaque el proyecto neoliberal y eso no estaba en el cálculo de los golpistas”.

En la misiva, Lula disparó sobre los “golpistas” que derrocaron a Dilma en 2016. “Fueron ellos los que crearon esta amenaza a la democracia y la civilización”, dijo y les exigió que que asuman “la responsabilidad por lo que hicieron contra el pueblo, contra los trabajadores, contra la democracia y la soberanía nacional”.

Sobre el comicio en sí, consideró que “será una batalla difícil como pocas, pero estoy seguro de que la democracia saldrá victoriosa. De mi parte, estaré donde siempre estuve, al lado del pueblo sin vacilaciones con amor por Brasil y compromiso con la paz y la democracia”.

La carta:

O Brasil está muito perto de decidir, mais uma vez, pelo voto soberano do povo, entre dois projetos de país: o que promove o desenvolvimento com inclusão social e aquele em que a visão de desenvolvimento econômico é sempre para tornar os ricos mais ricos e os pobres mais pobres. O primeiro projeto foi aprovado pela maioria nas quatro últimas eleições presidenciais. O segundo foi imposto por um golpe parlamentar e midiático travestido de impeachment.

Esta é a verdadeira disputa nas eleições de 7 de outubro. Foi por essa razão que meu nome cresceu nas pesquisas, pois o povo compreendeu que o modelo imposto pelo golpe está errado e precisa mudar. Cassaram minha candidatura, de forma arbitrária, para impedir a livre expressão popular. Mas é também pela existência de dois projetos em disputa que a candidatura de Fernando Haddad vem crescendo, na medida em que vai sendo identificada com nossas ideias.

Com alguma perplexidade, mas sem grande surpresa, vejo lideranças políticas e analistas da imprensa dizerem que o Brasil estaria dividido entre dois polos ideológicos. E que o país deveria buscar uma opção “de centro”, como se a opção pelo PT fosse “extremista”. Além de falsa e, em certos casos, hipócrita, é uma leitura oportunista, que visa confundir o eleitor e falsear o que está realmente em jogo.

Desde a fundação, em 1980, o PT polarizou, sim: contra a fome, a miséria, a injustiça social, a desigualdade, o atraso, o desemprego, o latifúndio, o preconceito, a discriminação, a submissão do país às oligarquias, ao capital financeiro e aos interesses estrangeiros. Foi lutando nesse campo, ao lado do povo, da democracia e dos interesses nacionais, que nos credenciamos a governar o país pelo voto; jamais pelo golpe.

O povo brasileiro não tem nenhuma dúvida sobre de que lado o PT sempre esteve, seja na oposição ou seja nos anos em que governamos o país. A sociedade não tem nenhuma dúvida quanto ao compromisso do PT com a democracia. Nascemos lutando por ela, quando a ditadura impunha a tortura, o arrocho dos salários e a perseguição aos trabalhadores. Fomos às ruas pelas diretas e fizemos a Constituinte avançar. Governamos com diálogo e participação social, num ambiente de paz.

A força eleitoral do PT está lastreada nessa trajetória de compromisso com o povo, a democracia e o Brasil; nas transformações que realizamos para superar a fome e a miséria, para oferecer oportunidades a quem nunca as teve, para provar que é possível governar para todos e não apenas para uma parcela de privilegiados, promovendo a maior ascensão social de todos os tempos, o maior crescimento econômico em décadas e a soberania do país.

Foi o povo que nos trouxe até aqui, apesar de todas as perseguições, para que se possa reverter o golpe e retomar o caminho da esperança nestas eleições. Se fecharam as portas à minha candidatura, abrimos outra com Fernando Haddad. É o povo que põe em xeque o projeto ultraliberal, e isso não estava no cálculo dos golpistas.

São eles o outro polo nestas eleições, qualquer que seja o nome de seu candidato, inclusive aquele que não ousam dizer. Já atenderam pelo nome de Aécio Neves, esse mesmo que hoje querem esconder. Tentaram um animador de auditório, um justiceiro e um aventureiro; restou-lhes um candidato sem votos. O nome deles poderá vir a ser o da serpente fascista, chocada no ninho do ódio, da violência e da mentira.

Foram eles que criaram essa ameaça à democracia e à civilização. Assumam a responsabilidade pelo que fi zeram contra o povo, contra os trabalhadores, a democracia e a soberania nacional. Mas não venham pregar uma alternativa eleitoral “ao centro”, como se não fossem os responsáveis, em conluio com a Rede Globo, pelo despertar da barbárie. Escrevo este artigo para o “Jornal do Brasil” porque é um veículo que vem praticando a democracia e a pluralidade.

Quem flerta com a barbárie cultiva o extremismo. Quem luta contra ela nada tem de extremista. Tem compromisso com o povo, com o país e com a civilização. Na disputa entre civilização e barbárie, deve-se escolher um lado. Não dá pra ficar em cima do muro.

Em outubro teremos a oportunidade de resgatar a democracia outra vez, encerrando um dos períodos mais vergonhosos da história e dos mais sofridos para a nossa gente. Estou seguro de que estaremos juntos a todos os que lutaram pela conquista da democracia a duras penas e com grande sacrifício. E estaremos juntos às mulheres que não aceitam a submissão, aos negros, indígenas e a todos e todas que sofreram ao longo de séculos a discriminação e o preconceito.

Estaremos juntos, todos os que, independentemente de diferenças políticas e trajetórias distintas, têm sensibilidade social e convicções democráticas.

Será uma batalha difícil, como poucas. Mas estou certo de que a democracia será vitoriosa. De minha parte, estarei onde sempre estive: ao lado do povo, sem ilusões nem vacilações. Com amor pelo Brasil e compromisso com o povo, a paz, a democracia e a justiça social.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA

Ex-presidente da República e presidente de honra do Partido dos Trabalhadores

Dejá tu opinión

Leave a Reply

Tu dirección de correo electrónico no será publicada. Los campos necesarios están marcados *

MUNDO

Más en MUNDO

chile

Condenaron a Jones Huala

El líder mapuche dijo que lo condenaron sin pruebas y reclamó que el conflicto político no lo resuelva la justicia. Su abogada denunció irregularidades en el proceso.

en santa marta

El Papa expresó su preocupación por la persecución judicial a CFK, Lula y Correa

Francisco recibió un informe sobre los procesos que afrontan Cristina, Lula y Correa; y mostró preocupación por el uso selectivo de la justicia con intereses políticos.

REPORTAJE al economista francés Pierre Salama

“Argentina está cerca del default”

Especialista en economía latinoamericana y una de las voces más destacadas del campo heterodoxo, dijo que el plan del FMI no elimina la debilidad argentina, la profundiza

conmovedor

Policía de París se niega a seguir reprimiendo a los manifestantes

Agentes parisinos se negaron a reprimir a chalecos amarillos en la última protesta. Los uniformados se quitaron los cascos y la reacción fue "celebrada" con La Marsellesa

Viva Mexico, cabrones!

Araceli Ferreyra: “El pueblo mexicano asumió el compromiso de derrotar al neoliberalismo junto a su presidente”

Desde México, como parte del contingente que viajó a presenciar lo que se espera sea un cambio de paradigma, la la diputada nacional expresó sus sensaciones a Contrapoder

contra el g-20

Masiva movilización en medio de una ciudad militarizada

Miles de opositores a la cumbre marcharon a la plaza de los Dos Congresos. Preeminencia de sectores de izquierda, sindicatos y organizaciones sociales.

una bocanada de aire para latinoamérica

AMLO asume la presidencia de México desafiando al mundo

Andrés Manuel López Obrador asume hoy la presidencia de México, con gestos que desafían al neoliberalismo. Recibirá el bastón de mando de parte de líderes indígenas.

fue el presidente nº 41

Murió George Bush padre, uno de los presidentes norteamericanos menos recordados

Llegó a la presidencia en 1989, poco antes de la caída del Muro de Berlín. Había sido vicepresidente de Reagan. No se pudo reelegir al caer derrotado por Bill Clinton

habló el canciller

Salman no será detenido por el gobierno Argentino

Faurie se refirió a la denuncia contra el príncipe saudí "Es hijo del rey de Arabia Saudita, príncipe reinante, y goza de inmunidad de jurisdicción como jefe de Estado".

Director Editorial: Gabriel Link
Diseño y Edición: Bruno Battistel
Radio FM Sur 90.1
Paso de los Libres, Corrientes, Argentina

© Copyright 2017 ContraPoder · Todos los derechos reservados · Registro DNDA en trámite